Juliano Farias
Executivo de growth
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Liberdade e autogerenciamento: o que o trabalho remoto te ensina

Meu primeiro texto para o blog da MAVERICK 360 cá por terras asiáticas. Há pouco tempo, cerca de um mês, me mudei para Bangkok, na Tailândia. Possibilidade que o trabalho remoto te proporciona, juntamente com o aprendizado (muitas vezes na força do ódio, rs) do autogerenciamento, comprometimento e responsabilidade.

Desde sempre gostei do desconhecido e das mudanças, sou a pessoa que tem medo que as coisas nunca mudem. Porém, o processo do home office não foi algo muito simples na minha rotina. Sim, com certeza ele traz mais liberdade, qualidade de vida, tempo com seus entes queridos, praticidade e conveniência. Porém, também pode vir acompanhado de excesso de confiança - gerando perda de prazos -, distrações em maior número e o tempo todo, a ilusão de que se trabalha menos quando, por vezes, se trabalha muito mais ou de maneira constante (sem pausas).

Fato é que a liberdade de cumprir com suas obrigações de onde quiser pode ser para todos, desde que a organização mental, física, espiritual e de rotina passem por uma transformação e ressignificação completas. Já ouvimos aqui na MAVERICK 360 alguns comentários como “ah, eu pensei que o trabalho seria tranquilo, pois é remoto né…”. Ou, ainda, “não preciso participar das calls pois faço home office”. Se engana quem pensa que uma agência digital, como é o nosso caso, não tem processos estabelecidos, cronogramas, ferramentas, prazos de entrega e não exige qualidade. Sim, temos isso tudo e muito mais, pois entregamos ao cliente um trabalho de excelência!

Pensando em tudo isso e em como me adaptei ao longo de quase 10 anos no remoto, preparei uma lista de pontos importantes para se pensar:

01. Valorize a liberdade nos dois sentidos

Sim, a liberdade precisa ser levada em consideração nos dois aspectos: tanto para os compromissos diários da rotina, quanto para a vida pessoal. Com a pandemia, muitas empresas adotaram o home office, outras o híbrido e ainda outro grupo que já voltou ao escritório presencial. Se você, assim como eu, valoriza as delícias que o remoto lhe proporciona, precisa também assumir as dores.

É ótimo poder trabalhar em horários alternativos, não ter o deslocamento ou a interação - que pode ser ótima, mas em dias não tão bons é desgastante. Por isso, a empresa que te possibilita essa escolha (seja ela sua empregadora, cliente ou parceira) precisa ser valorizada. Então decidir de onde e em qual horário cumprir suas tarefas é maravilhoso, mas isso não quer dizer que não precisa entregar um bom job no prazo determinado.

Além disso, é preciso priorizar a liberdade individual: você tem seu canto, a vista que escolher, na cidade que quiser e no país que bem entender. Por isso, não deixar o trabalho te consumir também é um desafio: imponha limites, dê pausas, se importe com seu bem-estar físico e mental e não faça longas jornadas todos os dias. O remoto não significa mais ou menos atividades, mas sim as que foram combinadas, no tempo necessário para fazê-las. 

02. Cuide do ambiente e mantenha uma rotina

Zele pelo seu ambiente de trabalho. Veja, não estou dizendo que você precisa viajar o mundo com os móveis do escritório nas costas. Mas é essencial que o lugar onde você está tenha as ferramentas necessárias (internet, estrutura, café, etc) para um bom desempenho. E ah, cuide da sua ergonomia pois, acredite em mim, quando você passar dos 30 isso fará toda a diferença - se você já chegou ou, assim como eu, está mais perto dos 40, sabe muito bem do que estou falando. 

Mantenha, minimamente, uma rotina de trabalho: cheque seu email, designe horários estabelecidos do seu dia para o trabalho e também para o cuidado pessoal, lazer e demais afazeres. 

Vou dar um exemplo: como estou em Bangkok, o fuso-horário, por vezes, pode ser um problema. Me adaptei para cumprir, pelo menos na maior parte dos dias, a minha rotina pela manhã. Acordo cedo, tomo café da manhã, leio um livro ou vejo algum programa (por vezes faço algum curso ou ouço podcast), pratico meus exercícios diários, vou ao mercado (se preciso for - por aqui o pessoal não tem o costume de cozinhar), almoço e começo a minha rotina de trabalho. Dessa forma, consigo resolver boa parte das minhas pendências enquanto o Brasil está dormindo (o que é ótimo para produzir, pois o telefone não toca, não chegam e-mails, o WhatsApp e o Slack estão super silenciosos e em paz, hehehe). 

Por volta das 18h daqui - 8h da manhã em São Paulo - é que as coisas começam a ficar agitadas. O que também é bom, pois ainda tenho tempo com a equipe para passar direcionamentos, resolver qualquer problema, participar de reuniões, fazer ligações e entrevistas. O que me faz ficar até 20 ou 21h trabalhando (às vezes menos ou mais, depende do dia).

Claro que existem períodos tranquilos e conturbados. O que não pode acontecer é você esquecer de si mesmo ou deixar o trabalho de lado. Como em tudo na vida, o equilíbrio é a chave.

03. Evite distrações em excesso

Quando se trabalha de casa, do coworking, do café na esquina ou de um resort no meio de um santuário de elefantes (sim, tem isso por aqui), a probabilidade de você não querer trabalhar e achar que tomar uma cerveja de frente para o mar ou fazer o safari da sua vida é muito melhor. E é. De fato são atividades bem mais divertidas e atrativas. Porém, não podemos esquecer das nossas obrigações, afinal de contas é o trabalho que proporciona a cerveja, o vinho, a praia, as viagens, o safari e qualquer outro sonho ou possibilidade que possa ser atingida com uma ponte aérea (não estou falando aqui de herdeiros, aí entramos em outro nível, hehehe). 

É por isso que, além de comprometimento e organização de horários e agenda, o ambiente é tão importante. Se concentre, utilize técnicas para melhorar essa capacidade e não deixe para amanhã algo que deve ser feito hoje. Veja, você não precisa resolver todas as demandas da semana em um único dia, mas procrastiná-las só vai fazer com que leve mais tempo para aproveitar a vida que o trabalho te proporciona.

04. Organização é essencial

Quando se fala em digital, home office e remoto, organização é palavra de ordem de todo o processo. Sem ela você vai se perder. Não existe uma fórmula mágica: adote a técnica que mais cabe no seu estilo de vida. Se você é uma pessoa paperless e completamente ligada no online, se organize dessa forma. Se, assim como eu, precisa de agenda de papel, faça desse jeito. O importante é registrar, não esquecer, ter processos definidos e uma lista de prioridades do dia, da semana ou do mês, se preciso for.

05. Enjoy!

Lembre-se que a vida é cíclica e que - pode parecer clichê e é - decisões decidem destinos. Se você é espírito livre e optou por este estilo de vida, aproveite o máximo. Um amigo italiano, partidário do maravilhoso “dolce far niente” e “la dolce vita”, me disse que no fim, você pode ficar sem dinheiro, sem bens, sem tantos entes queridos e sem o vigor da juventude. Mas o que você viu ao longo da vida, as risadas, as memórias dos lugares que visitou, as culturas, os diferentes sabores e gostos, os relacionamentos mundo a fora e o conhecimento adquirido ninguém te tira. Isso é seu, independentemente do que vem depois. E, no fim, acredito verdadeiramente que ele tá certo.

AUTOR DO TEXTO:
Fabíola Cottet
Sócia-diretora | Jornalista
É co-autora do livro "Em pauta: manual prático da comunicação organizacional", publicado pela Editora Intersaberes. Jornalista, especialista em assessoria de imprensa e gestão de crise.

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